Ao ser transportado para um mundo diferente, tornei-me um simples descendente de uma pequena família. No entanto, com um biochip dotado de capacidades analíticas, iniciei minha jornada rumo ao poder.
O céu azul se estendia infinitamente, como uma safira sem limites. Não havia sequer uma nuvem branca. Algumas aves negras cruzavam o espaço com gritos agudos. Abaixo, uma vasta floresta verdejante se espalhava, densa e exuberante. Entre as árvores, uma trilha sinuosa serpenteava por entre o mato. Uma carroça carregada de fardos dourados de trigo avançava lentamente, com o trote ritmado dos cascos ecoando pela trilha.
Sobre a carroça, deitado sobre o trigo dourado, estava um menino de treze ou quatorze anos, de cabelos curtos e castanhos, um rosto comum, nem bonito nem feio. Os olhos do garoto estavam fechados, como se dormisse. O cocheiro à frente conduzia o cavalo com cuidado, tentando manter a carroça estável, receoso de perturbar o descanso do menino.
De repente, um estrondo. A roda da carroça bateu numa pedra afiada, sacudindo toda a estrutura e parando abruptamente. O menino estremeceu, despertando imediatamente do sono. Seu rosto amarelado se contraiu, e ele abriu os olhos devagar.
“Onde estou?” Sua voz era fraca, sem força. Ele aspirou, sentindo o aroma fresco da relva. Olhou ao redor, confuso.
“Perdão, senhor Ângelo, a carroça bateu numa pedra e atrapalhei seu descanso.” O cocheiro, um homem robusto de meia-idade vestido com roupas de linho acinzentadas, virou-se para se desculpar, enquanto examinava a roda da carroça para verificar possíveis danos.
“Senhor Ângelo?” O menino hesitou, olhando ao redor para garantir que não havia mais ninguém. Apontou para si, perguntando: “Está falando comigo?”
“Sim, senhor.” O cocheiro responde