Viajar pelos domínios humanos para participar de um majestoso banquete, apenas para contemplar a beleza incomparável deste mundo! Empunhando a espada, sigo sozinho, pronto para enfrentar deuses e demô
O templo era um santuário abandonado na vastidão, dedicado a um deus da montanha, cuja estátua jazia decapitada. A lua, plena e brilhante, derramava sua luz sobre um canto sudoeste onde só restavam escombros e madeira apodrecida.
No interior do templo, à esquerda da estátua, ardia uma fogueira. Ao lado das chamas, um homem estava sentado de costas para o altar, pernas abertas, com uma longa espada de bainha negra repousando sobre os joelhos.
O que lhe servia de assento era justamente a cabeça decepada do deus da montanha, prova de seu total desrespeito pela divindade.
Luo Jincheng encarava o feixe de luar que entrava pela brecha no canto sudoeste do santuário. Naquele instante, sentiu saudades de casa. O vento sibilava, enchendo o templo de um rumor que trazia sua mente de volta ao passado.
Desde pequeno, praticava as artes marciais, herdeiro da esgrima de sua família. No ensino médio, apresentara uma dança com espada na festa da escola; mas, nos anos seguintes, só havia capturado um ladrão e nunca se metera em brigas.
Por aprender esgrima desde cedo, seu avô exigia também que decorasse poesias — segundo ele, a poesia era a alma e a bainha da espada.
Por isso, escolheu Literatura na universidade. Mais tarde, apaixonou-se pelo vinho e, quando bebia demais, sonhava com um mundo de lâminas e aventuras. Se tivesse nascido em tal mundo, sairia de espada à cinta, correria os caminhos, provaria todos os vinhos, conheceria os grandes nomes.
Levando tais sonhos, partiu em busca de aventuras. Depois de rastejar por uma caverna, encontrou-s