Quando tinha treze anos, a travessa e espirituosa filha mais velha da família Ju, de Pequim, foi morar ao lado do jovem senhor Li, herdeiro de uma influente família de Hong Kong, conforme combinado pe
Após quase dois meses viajando pelo Leste da África, Coralina voltou ao país exatamente no início das aulas. Anteontem tinha chovido, a secura do verão foi apaziguada e o clima em Pequim começava a ter aquele frescor típico do outono.
O aeroporto estava movimentado, pessoas apressadas indo e vindo. Os irmãos Sofia e Carlos Zheng esperavam na saída, e imediatamente avistaram a figura esguia de Coralina em meio à multidão.
Cabelos longos e ondulados, brincos de argola prateados extravagantes, um piercing na cartilagem da orelha esquerda, uma blusa de tricô vazada sobre shorts jeans, botas estilo coturno e, com seus metro e setenta e dois, ela andava como se comandasse o vento. A pele dourada pelo sol realçava ainda mais sua beleza exótica e selvagem.
Coralina era realmente linda.
Sofia, com os óculos escuros pendurados no nariz, levantou a mão e acenou: “Aqui! Coco!”
Coralina se dirigiu ao encontro deles, e Sofia logo abriu os braços e a envolveu num abraço apertado: “Que saudade, minha querida!”
E emendou, sem perder o ritmo: “Mas que cheiro de terra é esse? Não tomou banho antes de voltar?”
Na última parte da viagem, uma criança ao lado dela no avião não parou quieta, deixando-a com dor de cabeça. Agora, Coralina estava exausta: “Não tomei. No hotel faltou água.”
Sofia fez uma careta de leve, demonstrando certo desagrado.
Coralina retribuiu com um olhar impassível.
“Vamos, então”, disse Carlos, sorrindo ao pegar a mala dela. “Te levo pra casa rapidinho pra você tomar um banho.”
Os três subiram no carro. So