Neste mundo em que a força marcial é soberana, todas as regras são determinadas pelo poder das armas. Mas o filho mais novo do Marquês Lu era simplesmente um caso perdido: por mais que lhe dissessem,
“Ai! Ah, ah, ah! Pai, para de bater, minha bunda vai morrer de tanta dor!”
Na tranquila e pacífica tarde, um grito miserável, completamente deslocado, atravessou o portão e caiu na rua lá fora.
Várias pessoas que passavam lançaram olhares cheios de compaixão e apressaram o passo para se afastar. Só de ouvir já dava para saber: era o jovem marquês. E, ao que parecia, sua recusa em aprender artes marciais já tinha chegado a um ponto em que merecia uma surra. Não era de espantar que o marquês tivesse perdido a paciência e agido com tanta dureza.
Se aquele rapaz fosse mesmo filho legítimo do marquês, melhor ainda — mas isso, eles só ousavam pensar em silêncio. Dizer em voz alta, jamais.
No pátio, a cena era exatamente como imaginavam: um homem corpulento, com uma vara de vime na mão, a desferia sem a menor compaixão contra o garoto de treze ou quatorze anos estendido sobre um banco comprido. A cada golpe, o jovem soltava um berro.
Batida de vara era coisa que só quem recebia conhecia a dor. Lu Feng havia passado de chorar e soluçar a simplesmente gritar.
Ninguém sabia como ele vinha suportando aquilo ultimamente. Seu pai parecia ter enlouquecido também; afinal, antes ele não estudava, e não era nada de mais!
“Hum!”
Ao ver que o corpo do próprio filho já estava marcado de sangue, Lu Qingtian soltou um resmungo frio e só então largou a vara de vime.
A imponência de um guerreiro transparecia inteira nele; colocados lado a lado, se não fosse pelo fato de terem feições realmente parecidas, ninguém diria que eram pai e filho.